segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Projeto 3 minutos - Hoje é ou hoje são?

Caros colegas, este é o segundo vídeo do projeto 3 minutos. A Edocta (www.edocta.com.br) fez uma parceria com o PCN Vestibulares em Valença e estamos preparando uma série de videocast com conteúdo em 3 minutos. Em março, vamos ampliar os processos e fluindo do jeito que planejamos, no segundo semestre, vamos profissionalizar a produção de vídeo com uma empresa terceirizada para isso. Por enquanto, continuo aguardando a apreciação de vocês..A ideia é basicamente essa.





quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Projeto 3 minutos - O uso do EU e do MIM sem mistérios e lendas...

Uso de Eu e Mim

"Caros, estamos lançando no site da Edocta (www.edocta.com.br) um projeto chamado 3 minutos. Esse projeto traz conteúdos veiculados por vídeos com o objetivo de explicar um tópico de algum assunto em 3 minutos. Estou colocando um vídeo-piloto do projeto aqui para saber a opinião de vocês. 



domingo, 30 de janeiro de 2011

Fronteira morfológica das palavras: riso certo!

Quando aprendemos uma língua estrangeira a maior dificuldade dessa aprendizagem é identificar as fronteiras morfológicas das palavras. É mais ou menos quando termina uma palavra e começa outra. Com base nisso, alguns colegas de internet, pegaram músicas em japonês e tentaram identificar as fronteiras morfológicas como se fossem em português. Veja como ficou interessante o efeito.


Nesse caso, foi retirado a leitura de uma linda canção do ABBA, The winner takes it all, seguindo a mesma ideia, veja o efeito.


sábado, 15 de janeiro de 2011

Tomas Turbando Pinto e outros cacófatos


Virou moda mandar nomes com cacófatos para a TV e aguardar que apresentadores incautos caiam nas piadinhas ao estilo Bart Simpson. E o mais curioso é que o que tem de gente caindo nessa brincadeirinha na mídia não é brincadeira. Já caíram na piadinha do Tomas Turbando, da Paula Tejano, do Oscar Alho e, agora, existe um desafio na internet para ver que consegue fazer algum apresentador ler Valentim Terra Traz. É uma questão de tempo para alguém cair nessa. Brincadeira de mau gosto ou não, o fato é que isso decorre de um fenômeno chamado Cacofonia, cacófato ou cacófaton, que é o nome dado a sons desagradáveis ao ouvido formados muitas vezes pela combinação de palavras, que ao serem pronunciadas podem dar um sentido pejorativo, obsceno ou mesmo engraçado, como: por cada, boca dela, vou-me já, ela tinha, como as concebo e essa fada.
Pessoalmente, o mais engraçado é a ingenuidade com que os locutores falam.
Chega a dar pena.
Veja outro...

sábado, 20 de novembro de 2010

Nomes e significados dos nomes, entre chutes e hipóteses

Um dia, eu estava assistindo a uma entrevista na TV e o cara falava sobre o significado de alguns nomes próprios. Lembrei dos filmes de caubóis em que o índio se chamava, Chewabo, e os seus pares sempre explicavam que aquele nome significava “guerreiro bravo e selvagem que luta sem armas na lua cheia e/ou minguante com honra e perseverança por uma causa nobre dos seus irmãos que morreram em outras batalhas”. E eu ficava pensando:
- Caramba, que poder de síntese.. !!
Tudo isso numa palavra só.
Acho que foi por conta desse poder de síntese que algumas tribos entraram em extinção.
Explico...
Chegou-se a um ponto tal que, para o líder da tribo dar uma bronca, ele só olhava e falava: Ó...! e todos já entendiam seu sermão sobre a virtude, a honra, a sensatez e a presença de um deus imenso e bondoso que cuidava de todos. Num estágio evolutivo posterior, era só uma levantada de sobrancelha e os demais se prostravam de joelhos.

Era um silêncio ensurdecedor.
Com o passar do tempo, sem ter muito o que falar, ou quando se tinha resumia-se a tão pouco que todos morreram.. de tédio.
Mas, tudo isso é para falar que, nessa busca por explicar os nomes, surgem coisas absurdas e que me fizeram perder um pouco do gosto por etimologia (estudo da origem das palavras) muito cedo. Vez por outra aparece um jornalista explicando que uma palavra se origina em uma outra expressão ou apresentando uma história mirabolante de um vocábulo. No fundo, é um chute atrás do outro, mas que, às vezes, é uma historinha tão bem bolada que a gente sai repetindo por aí com ares de verdade universal.
Bom, salvo raríssimas exceções, esquivo-me com freqüência de etimologias e assumo que uma palavra significa o que ela quer dizer ali, no contexto. Já gostei de contar casos como o de morcego , que vem do latim mus (rato) e cecus (cego) porque os antigos romanos acreditavam que morcegos eram ratos que envelheceram e criaram asas . Mas, sabe de uma coisa? Enjoei.
Continuo gostando das historinhas, mas para mim, hoje, morcego é um mamífero que se parece com o rato e que voa. (ponto final)


P.S.: A coisa mais absurda que já ouvi foi que a expressão popular "cuspido e escarrado", usada para se referir à semelhança entre pessoas, vinha do termo “esculpido em carrara”. E aí eu pergunto: desde quando quando alguém que é igual ao outro parece com uma estátua de mármore carrara do outro? A idéia original é esculpido (semelhante fisicamente) e encarnado (semelhante no jeito de ser, na alma).. Por favor, sem cuspir ou escarrar em ninguém...

Aí... de lá para cá, perdi o gosto pela coisa.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Um Singular por Todos e Todos Plurais por Um.


Não há nada mais intrigante do que observar a língua em sua informalidade. E não é só um professor de língua portuguesa que destaca isso frequentemente. Todos fazem uso destas mesmas estruturas e, no entanto, não dão o devido destaque a este fenômeno: o uso constante de plurais e coletivos em palavras que expressam o singular. Quem nunca ouviu da mãe, tia ou avó uma frase como esta: - Vai logo calçar o chinelo!!! Ainda que seja um pedido carinhoso ou com a boca espumando, será que calçando só UM chinelo não continuaríamos sendo passíveis de doenças que nossos responsáveis queiram evitar? 
Quando criança, nossos pais são os sentinelas da saúde e aparência. Diversas vezes minha mãe e/ou meu pai gritaram: - Vai já cortar essa unha!!! O que leva a perguntar: Qual? A do meio? Essa que ta lascada? A do mindinho? 
Ou quando seu colega de futebol demora atender a porta, e seu dedo já tem o formato da campainha, e ele chega se desculpando: - Foi mal, tava escovando o dente. O que podemos deduzir é que ou seu amigo é banguela ou é o Ronaldo, Fenômeno e escova o maior dente da boca. 
Na hora de ir trabalhar também não foge à regra de pegar carona nos coletivos. Você está praticamente pronto até o momento que olha para baixo e diz: - Tenho que limpar o sapato! Deve ser SÓ aquele com um chiclete agarrado ou o que foi vítima do cachorro na semana passada.
Quem usa isso não precisa ser expert ou assalariado, ou então fazer uso de Sindcard ou Rio Card, mas sim perceber na Língua Portuguesa o que é de uso Coletivo.    


Ps.: Observar esse uso inocente da língua é se enquadrar dentro desse e de outros vastos universos lingüísticos. É saber não menosprezar as pessoas por suas escolhas na fala ou escrita, mas sim aceitá-las como parte de uma imensa diversidade – até quando pensamos que alguém deixou em uma mão quatro unhas por fazer. 


* Prof. Gustavo Gomes (autor do blog trevo sem folhas) é licenciado em Língua Portuguesa e Literatura, está cursando especialização na mesma área, e com todo orgulho que posso dizer isso: meu ex-aluno.

sábado, 6 de novembro de 2010

Meu adorável pleonasmo


As pessoas se horrorizam com expressões como subir para cima, descer para baixo, entrar para dentro e vai por aí. Eu, sinceramente, não me assusto mais com nada. Nada do que é língua, me é estranho, parodio o filósofo.

Outro dia vi um homem furioso que gritava:
- Sai para fora.
Enquanto o outro, escondido dentro de um bar, a última coisa que pensava era no pleonasmo empregado. Ele gostaria até mesmo de ser paradoxal e sai para dentro.

Entretanto, o que ninguém vê é o nosso pleonasmo de cada dia. Aquele que entra e sai de nossas frases sem que a gente se dê conta e dão até uma sensação de que está tudo bem. Vocês já viram estudos sobre o meio ambiente, preservar o meio ambiente, cuidar do meio ambiente... Peraí. E existe algum ambiente que não é meio? Ou um meio que não é ambiente?

No bar, anunciam água mineral com gás ou sem gás. Isso nos faz pensar se não seria viável uma água animal ou mesmo vegetal. Água não é por natureza e essência mineral?
No interior do Brasil, muitas senhoras são conhecidas como a viúva do falecido Fulano. “Viúva do falecido”?? Ainda que tentem me convencer que há viúvas de marido vivo, fico com a pulga atrás da orelha.
Outro dia, na TV, um homem falava sobre as dunas de areia do Maranhão. Achei estranho e corri ao Aurélio. Como eu suspeitava. Dunas são montanhas de areia movidas pelo vento. Até onde se sabe, não conheço dunas de outras coisas senão areia.
Mas deixemos de besteiras puristas.
Que saiam para fora, que subam para cima, não me importo com as viúvas dos falecidos. Não estou nem aí para as águas minerais (mas desconfio das águas animais) e pouco me incomodam do que são feitas suas dunas, se de areia, ou de palavras.
Gosto desta redudância, gosto de ver o que a língua de Camões, de Pessoa, de Veloso, de Drummond, de Vinicius, de Suassuna, de Antunes, ou mesmo, pura e simplesmente, a minha e a sua, é capaz de fazer. Gosto de ouvir e ver as reentrâncias do idioma e seus caprichos.
Guardemos os pleonasmos para que seu excesso não nos faça ficar empanturrados e os usemos com a parcimônia do poetas. Vamos subir e, quando a subida for longa, vamos subir lá em cima com a pronúncia arrastada e alongada das sílabas.
Não nos preocupemos com as idéias que se repetem, mas com as idéias que faltam.